Táxis de Porto Alegre: 38 não fazem exame toxicológico

01/08/2019 às 11:38 am

Publicado em Gaúcha ZH

Data limite para apresentação à EPTC era 21 de dezembr

Trinta e oito taxistas de Porto Alegre não entregaram o exame toxicológico à Empresa Publica de Transporte e Circulação (EPTC). Dos 6.416 condutores ativos, 6.378 apresentaram o laudo, que é obrigatório desde junho do ano passado, quando passou a valer a mudança na legislação proposta pelo Executivo e aprovada pela Câmara Municipal.

A data limite para entrega do exame encerrou em 21 de dezembro. Desde então, o taxista que for flagrado pela EPTC sem o laudo tem o carro recolhido — um processo administrativo é aberto para apurar a conduta do permissionário. Os 38 condutores que não apresentaram o laudo não foram descadastrados — isso ocorrerá no momento em que tentarem renovar o carteirão sem o exame ou forem flagrados em blitz.

O motorista sem o exame que for abordado pode realizá-lo, requisitar o carteirão e voltar a dirigir.

— É um número pequeno de motoristas que ainda não entregaram os exames. Com certeza, se eles resolverem dirigir um táxi, vão ser flagrado pela fiscalização — afirma o gerente de Fiscalização de Transporte da EPTC, Luciano Souto, acrescentando que o exame toxicológico aumenta a segurança para os passageiros.

Desde o final do ano passado, 24 taxistas foram flagradas dirigindo sem ter entregue o exame toxicológico. De acordo com o gerente da EPTC, todos os dias táxis são fiscalizados e eventualmente são feitas operações específicas visando os exames toxicológicos.

De fevereiro a julho, cerca de mil motoristas não renovaram o carteirão. Eram 7.565 condutores ativos no início do ano. Os motivos da diminuição seriam a baixa remuneração, maior fiscalização e mudança de ramo, principalmente para aplicativos.

O Ministério Público denunciou 99 taxistas por fraude no exame toxicológico no início do mês. Eles foram afastados das atividades e conforme a EPTC, se confirmada a fraude, não poderão mais voltar a dirigir táxis.

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