Campinas tem menor frota de novos carros desde 2003
De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Campinas (SP) teve em 2016 a menor média de veículos novos nas ruas, por dia, desde 2003. Entre janeiro e outubro, 25 veículos novos começaram a circular diariamente na cidade. Atualmente a frota total é de 866.018 automóveis.
Em 2010, o aumento diário na frota era de 120 carros, a maior quantidade na série histórica do Denatran, resultando em um total de 37.034 veículos novos naquele ano.
Em 2003, quando a contagem começou a ser feita, 39 carros novos passaram a circular por dia na cidade. Os dados são sobre veículos que foram emplacados ou transferidos para Campinas.
O número tem caído nos últimos anos e, com isso, cresce a quantidade de carros antigos nas ruas.
Economia em baixa, juros em alta
Mas, nem todos mantêm um carro antigo por escolha própria. As vendas de carros neste ano caíram 19% em todo o país.
“Como todo segmento, e a indústria automobilística não é diferente, ela sofreu o aspecto macroeconômico e político que o Brasil vem atravessando nos últimos três anos”, diz o diretor de uma concessionária de veículos de Campinas Renato Negreiros.
A economia em baixa e os juros dos financiamentos em alta têm afastado os consumidores das concessionárias. A dificuldade em conseguir crédito para novas compras está fazendo com que muitas pessoas prefiram optar por um consórcio na hora de pegar um carro novo.
Neste tipo de negociação, não é necessário ter o crédito aprovado na hora de realizar uma compra. Como para conseguir um financiamento é necessário estar sem dívidas no nome, essa tem sido uma das opções mais escolhidas.
“Você hoje é um CPF. Se você mantém aquele número limpo, você tem crédito. Se não tem ele limpo, você não tem crédito. Então, eu preservo muito isso”, diz o empresário Paulo César de Paula. Segundo o economista de Campinas Mário Guerreiro, o país deve voltar a crescer no próximo ano.
“A tendência para 2017 é, gradativamente, os juros reduzirem de uma maneira lenta. A economia vai voltar a crescer (…) a inflação também vai caindo, até haver um ponto de equilíbrio novo” , explica.