Multas pesam no bolso e infrações de trânsito diminuem
Desde o fim do ano passado, cometer infração no trânsito tem pesado mais no bolso do motorista. E a mudança começa a fazer efeito. Em quase todo radar é assim: muitos motoristas quando chegam perto, pé no freio. “A gente reduz porque a gente fica com medo da multa”, diz uma motorista.
E o medo só vem crescendo desde que as multas de trânsito ficaram mais caras, no fim do ano. Em novembro, enquanto a inflação foi de 0,18%, o item multas teve variação de 47% no grupo transportes. O valor para quem é flagrado em velocidade até 20% acima da máxima permitida passou de R$ 85,13 para R$ 130,16.
Eram registradas, em média, 76 mil infrações por mês até outubro. Em novembro, o número caiu para 70 mil. Em dezembro, despencou para 26 mil. E a fiscalização garante que não aliviou. “Eu creio, quero acreditar que seja, vamos esperar os números para os próximos meses, mas que seja a conscientização do condutor. Cada um fazendo a sua parte”, explicou o tenente da PM Marco Antônio Said.
Multa mais pesada no bolso, pé mais leve no acelerador. E não ficou só nisso, não. Entre as dez infrações mais cometidas pelos motoristas em Minas, nove tiveram queda no número de registros. A maior mudança foi numa infração: dirigir falando ao celular. Ela deixou de ser considerada média e passou a ser gravíssima. O valor aumentou de R$ 85,13 para R$ 293,47.
Até outubro eram registradas, em média, 10.540 multas por mês. Em novembro, o número caiu para menos de 5 mil e, em dezembro, para menos de 3 mil. “Dói mais no bolso, dói na consciência, né? É por isso que acontece menos acidente”, diz o autônomo Felipe da Costa.
É o que os especialistas de trânsito esperam: redução da imprudência ao volante.