Radares reduzem impactos que ultrapassam R$2 trilhões

27/10/2021 às 10:02 am

O Brasil registrou 27.839 indenizações pagas por acidentes de trânsito com vítimas fatais entre janeiro e outubro de 2020. Os números mostram que, a cada 7 minutos uma pessoa é vítima de um sinistro nas ruas e estradas do país.

Os impactos da violência do trânsito para as vítimas e seus familiares são eternos e imensuráveis. Mas, no aspecto e social e econômico, essas ocorrências predominantemente ocasionadas pelo comportamento humano, são conhecidos e os números assustam. A perda de produção bruta por óbito – cálculo que integra o relatório executivo do IPEA sobre os Impactos sociais e Econômicos das ocorrências nas rodovias brasileiras – foi de R$ 2,018 trilhões em 2017, cerca de R$760 Bilhões a mais que em 2011, quando foi intensificado o monitoramento eletrônico em vias e rodovias do país. Neste período foi possível constatar uma queda de 33% na taxa de óbitos por 100 mil veículos e redução em 55% nas colisões entre veículos. Para que se tenha uma ideia, recentemente o Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou estudo apontando que os desastres nas ruas e estradas do país já deixaram mais de 1,6 milhão de feridos nos últimos dez anos, ao custo direto de quase R$ 3 bilhões para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Tecnologia – Estatísticas confiáveis e atuais, fundamentais para estabelecimento de políticas públicas de prevenção, só são possíveis com inteligência artificial e tecnologia de trânsito como, por exemplo, os controladores de velocidade, radares e os testes de álcool e drogas que geram dados de acordo com requisitos para os quais foram configurados. Ao contrário do que muitos pensam, os instrumentos utilizados nessas ações servem para garantir a segurança da população que transcende os limites das pistas . Ao aferir a velocidade de um veículo ou o grau de contaminação por substâncias psicoativas de um condutor, a tecnologia empregada ajuda a evitar acidentes e mortes não só nas vias expressas de circulação, mas, também em locais com alta densidade populacional ou de risco como o entorno de escolas, hospitais e residências, por exemplo.

Pandemia e ações de vítimas – Apesar da queda do movimento nas rodovias em todo país, estimado em cerca de 15% em 2020, por conta da pandemia de coronavírus, a Polícia Militar Rodoviária do estado de São Paulo fiscalizou com mais rigor os abusos de velocidade, mais frequentes devido às pistas vazias. O resultado foi que São Paulo conseguiu reduzir as mortes em 10%, próximo da queda do movimento, enquanto as rodovias federais não registraram quase nenhuma redução. Nas rodovias federais foi como se a pandemia não existisse, o número de mortos foi o praticamente o mesmo registrado em 2019. Grupos de vítimas de trânsito, inclusive, organizaram manifestações pedindo a volta dos radares às rodovias federais ou indicando trechos perigosos com faixas, como a ação organizada pela entidade “Somos Todos Vítimas da BR-265“. Com a presença de radares ativos, o número de acidentes fatais praticamente zerou; com o desligamento dos equipamentos, várias pessoas morreram já na primeira semana.

Fonte: Portal Segs e Redação TRÂNSITO LIVRE

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