Tesla quer reduzir acidentes em 90%
A investigação realizada pela NHTSA, a autoridade de segurança rodoviária dos EUA, não serviu apenas para ilibar de responsabilidades o sistema de condução semiautónoma da Tesla no acidente fatal ocorrido na Florida em Maio último. O relatório agora publicado indica, ainda, que o dispositivo, desde que recebeu a função Autosteer, de controlo automático da direcção, foi o principal responsável pela diminuição, em 40%, do número de acidentes envolvendo veículos da marca (de 1,3 para 0,8 acidentes por cada 1,6 milhões de quilómetros percorridos). E isto contabilizando os quilómetros percorridos mesmo quando a função Autosteer não esteve activada, mas estando outras como a travagem automática de emergência ou o alerta de colisão, o que torna este resultado ainda mais notável.
Mas não o suficiente para condicionar as ambições do seu CEO neste particular. Agora, Elon Musk fez saber que, com a segunda geração do sistema (introduzida em Outubro passado, e incluída de série em todos os modelos desde então produzidos), a nova meta passa a ser reduzir esta taxa em nada menos do que 90%, isto é, para apenas 0,1 acidentes por cada 1,6 milhões de quilómetros percorridos. A concretizar-se este objectivo, tal significaria que todos os automóveis produzidos pela Tesla desde Outubro de 2016 teriam, em média, apenas um acidente por cada 10 em que estivessem envolvidos modelos ainda dotados da geração anterior do Autopilot.