Jaguar Land Rover investe em tecnologias autônomas
Publicado em: WM1 (Setembro/2016)
Quando a gente pensa em veículos autônomos, aqueles que se dirigem sozinhos, nos vêm à cabeça nomes como Volvo, Audi, Mercedes-Benz e, claro, a menina dos olhos de Elon Musk, Tesla. Até o Google, que não é um fabricante de carros, já associa fortemente seu nome à veículos inteligentes. Dificilmente você relacionaria esse papo de tecnologias autônomas à Jaguar Land Rover, que andava bem tímida nesse campo. Como eu disse, andava.
O WM1 foi até Gaydon, na Inglaterra, para conhecer o Centro de Design e Engenharia da Jaguar Land Rover e tentar vislumbrar o que podemos esperar da marca neste campo. Os edifícios de Gaydon, cercados por pistas de testes de todos os tipos, abrigam os 9.000 engenheiros e designers da montadora que trabalham ali diariamente. É um local onde as inovações fervilham e, graças ao investimento da indiana Tata Motors, dona da JLR, as possibilidades são praticamente infinitas.
Ao entrar ali, sinto como se eu estivesse olhando pelo buraco da fechadura. Definitivamente, um lugar onde uma jornalista ávida por furos não poderia estar. Carros disfarçados rodam livremente pelo local, muitos, por toda a parte. Na pista de velocidade ouvimos os urros dos “v-oitões” dos F-Types mais nervosos, com pinturas que eu nunca vi nas ruas, enquanto os engenheiros fazem medições – não me pergunte do que, aliás, nem sei se aqueles felinos de fato estavam equipados com o supercharger que conhecemos ou com algum outro propulsor nervoso que a marca estaria desenvolvendo. Naquele lugar, a visita não sabe praticamente nada, mas a imaginação vai longe.
Minha vontade era clicar tudo, mas nossas câmeras foram confiscadas, as câmeras dos celulares cobertas e todas as imagens divulgadas pela Land Rover passaram por um pente fino para eles se certificarem de que não seria divulgado nada além do que eles querem mostrar. Mas até que eles mostraram bastante…
No que a Jaguar Land Rover acredita?
Segundo a marca, eles não querem apenas substituir o motorista, eles querem mostrar que os carros inteligentes não vão deixar de dar prazer a quem está no comando do volante, claro, quando ele optar por assumir a direção. E ainda nessas situações, os sistemas inteligentes estarão sempre de “olhos abertos” monitorando o entorno para ajudar a manter a segurança.
Carros conectados
“Em menos de três anos, todo carro vendido no mundo será um carro conectado”, foi com essa frase, que Peter Virk, Diretor de Connected Technologies & Apps da JLR abriu seu discurso. Quando ele diz carro conectado, ele está se referindo à conectividade dentro do habitáculo, que vai desde um espelhamento de celular e uma central com apps que auxiliam o motorista até tecnologias mais avançadas que conectam carros à infraestrutura e à outros carros. E essa convicção não é à toa, os números não mentem. Hoje, enquanto você lê este artigo, existem mais de 13,5 bilhões de aparelhos conectados à internet no mundo. Até 2020, estima-se que esse número suba para a casa dos 40 bilhões – e isso inclui, claro, o smarthphone, mas também relógios, casas e, claro, os carros).
A conectividade dentro do habitáculo hoje, muitas vezes, fala mais alto do que a potência do carro, ou tipo do motor. O desafio do time da JLR é que as informações certas sejam passadas para o motorista na hora certa, assegurando que essa tal conectividade não se traduza em distração para o motorista e, consequentemente, acidentes.