Motociclistas são alvo de campanha de conscientização

19/09/2016 às 5:11 pm

Publicado em: ANTP

O motociclista caminha para ser a maior vítima do trânsito nos próximos anos, indica Dante Rosado, consultor da instituição Bloomberg. De 2011 para 2015, o número de mortes para cada 100 mil habitantes ficou estável, enquanto caíram as mortes de pedestres — que ainda lideram as ocorrências.

Técnicos da área de trânsito até comemoram que a taxa se mantenha estável, uma vez que o número de motociclistas cresceu significativamente no período. E, quando se analisa o crescimento da frota de motocicletas na Capital, os dados mostram redução de 35,7% na taxa de mortes de usuários para cada 100 mil veículos.

Mesmo com esta redução, o uso do capacete e o respeito à Lei Seca serão a principal mensagem da primeira campanha educativa executada pela iniciativa Bloomberg na Capital, a partir de novembro. A ideia é que a campanha alcance usuários nas redes sociais e na televisão. Nas ruas, a mensagem será acompanhada pelo reforço das blitze voltadas para fiscalizar uso de capacete e alcoolemia entre motociclistas.

Grande parte dos acidentes vem de imprudência e desobediência às regras, observa Mário Azevedo, professor da Universidade Federal do Ceará (UFC). “É essencial que haja fiscalização com agentes ou dispositivos eletrônicos, mesmo que as pessoas reclamem e falem de uma ‘indústria da multa’. A maioria das regras existe para manter a boa circulação e a segurança de todos”, defende.

A quantidade de motociclistas nas ruas é uma das peculiaridades de Fortaleza e de grandes cidades brasileiras, comenta a epidemiologista Sarah Whitehead. Ela analisa que, uma das primeiras perguntas para tentar resolver os problemas deve ser: “Por que as pessoas usam tanto a motocicleta?”. Mudar as formas de locomoção é um dos objetivos no investimento no transporte público e no incentivo ao uso de bicicletas, complementa Dante Rosado.

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