GO: Audiência trata sobre perigos nas estradas

12/06/2018 às 5:43 pm

Fonte: Sinait

Sob coordenação da Auditora Fiscal do Trabalho Jaqueline Carrijo, foi realizada no último dia 28 de maio, em Goiânia, audiência coletiva sobre o tema “Jornada de trabalho e exame toxicológico para motoristas profissionais”.

A iniciativa esteve inserida no movimento do Maio Amarelo, que tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para o alto índice de feridos e mortos no trânsito em todo o mundo. A audiência foi realizada para esclarecer todos os envolvidos, patrões e empregados, a respeito da jornada de trabalho e a necessidade da realização do exame toxicológico de motoristas profissionais.

De acordo com Jacqueline Carrijo, os Auditores-Fiscais flagram com frequência nas operações de fiscalização graves excessos de jornada praticados por motoristas profissionais. Complementa: “Se a despesa do Brasil não fosse tão alta com o custo Brasil dos acidentes de trabalho no trânsito, o país teria hoje bilhões para serem aplicados na educação, na saúde, na segurança pública. Investir na segurança do trabalho no trânsito salva vidas e garante proteção para toda a sociedade”, completou.

O exame toxicológico de larga janela de detecção, realizado a partir de fios de cabelo, pelo ou unhas, é previsto em Lei Federal na emissão e renovação da carteira de habilitação de motoristas profissionais das categorias C, D e E. O exame permite identificar o uso regular de substâncias psicoativas, contribuindo para políticas de prevenção e tratamento. De acordo com o também Auditor Fiscal do Trabalho Ricardo de Oliveira, as empresas que estão se recusando a implantar os programas de prevenção ao uso de drogas e realizar os exames toxicológicos estão sendo encaminhadas para o Ministério Público.

A medida não é exclusividade do setor rodoviário. Atualmente pilotos, comissários de bordo e controladores de tráfego realizam o exame periodicamente. “Você entraria em um avião com o piloto bêbado ou sob efeito de drogas?”, questionou o médico do trabalho e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Aeroespacial, Marco Cantero.

Além da aviação, a medida também já é utilizada pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiro, Polícias Civil e Militar, ABIN, etc.

 

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