Nelson Mandela – ativista pelo trânsito seguro

18/07/2018 às 4:35 pm

Hoje, dia 18 de julho, comemoramos o dia de Nelson Mandela, um dos mais importantes ativistas dos direitos humanos das últimas décadas. Porém, o que poucos sabem é que Mandela também foi um ativista pela paz nas estradas.

Em 1969, Nelson Mandela recebeu a notícia de que seu filho, Thembekile, havia falecido em um acidente de trânsito. Mandela estava preso, havia sido condenado à prisão perpétua pela sua luta contra o Apartheid (regime de segregação racial da África do Sul). Por isto, não pode comparecer ao funeral do filho. O líder político foi solto apenas em 1990, após 27 anos de pressão internacional. Após sair da cadeia, se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul.

Em sua autobiografia, Mandela falou sobre a dor de perder alguém querido em um acidente de trânsito:

   “Eu não tenho palavras para expressar a tristeza e a sensação de perda. Deixou um buraco em meu coração, que jamais será preenchido.”

Em 2010, já como presidente aposentado, Mandela soube que que sua bisneta Zenani havia sofrido um acidente fatal. Ela tinha apenas 13 anos. Era para ser um dia de festa para Mandela: o acidente ocorreu durante a abertura da Copa do Mundo FIFA de 2010, sediada na África do Sul.

Mandela e sua família criaram então a “Zenani Mandela Scholarship for Road Safety” instituição que trabalha juntamente às Nações Unidas na conscientização acerca da segurança viária. A instituição distribui bolsas de estudos para jovens que contribuem com a elaboração de políticas para uma maior segurança viária ao redor do mundo.

Além disto, a Zenani Mandela Scholarship contribuiu na elaboração do projeto Década de Ação pela Segurança no Trânsito (2011-2020) na qual governos de todo o mundo se comprometem a tomar novas medidas para prevenir os acidentes no trânsito, que matam cerca de 1,25 milhão de pessoas por ano.

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