Curiosidades sobre automóveis elétricos

16/03/2017 às 4:12 pm

Publicado em: O Jogo

Embora não seja certo que o futuro passe pela eletrificação do parque automóvel, a verdade é que começamos a dar os primeiros passos nesse sentido. Um caminho que se adivinha longo e cheio de desconfianças. As mesmas desconfianças que há pouco mais de um século, os cocheiros tinham em relação aos veículos de propulsão autônoma.

Os automóveis elétricos poluem tanto como os diesel?
Olhando apenas aos gases de escape, e sabendo que não há nada que polua tanto como o produto da combustão do gasóleo, os motores diesel não têm qualquer hipótese. Um automóvel elétrico desloca-se do ponto A ao ponto B sem produzir qualquer espécie de emissão, um feito que é contrário à natureza dos motores de combustão. No entanto, é preciso ter em conta as emissões associadas à produção de eletricidade que carrega as baterias e das próprias baterias. Em Portugal há um investimento cada vez maior nas energias renováveis, mas ainda não há forma de calcular com rigor as emissões globais associadas a um automóvel elétrico.

No inverno a autonomia baixa?
Sim. No entanto, a crescente utilização de bombas de calor para o aquecimento dos automóveis tem vindo a diminuir os efeitos indesejáveis do frio na autonomia. Estes sentiam-se com mais intensidade nos modelos das primeiras gerações, dependentes das baterias para o aquecimento. A bomba de calor reduz este consumo, embora haja muitos condutores que a propõem como opcional.

Um automóvel elétrico pode fazer grandes viagens?
Não. Por muita volta que se dê, a autonomia das baterias vai ser sempre um problema. É verdade que a maioria dos automóveis elétricos em comercialização tem capacidade para dar a volta ao mundo… desde que haja um posto de abastecimento a cada 80 km. E paciência para esperar um bom par de horas de cada vez.

Os automóveis elétricos são demasiado caros.
Por enquanto. Basta um construtor fazer com os elétricos o que Henry Ford fez com o modelo T para os preços caírem.

A produção das baterias é cara.
Sem dúvida. Sobretudo por causa do processo de extração do Lítio. Por enquanto há muito e se a produção aumentar o preço deve baixar, mas há 100 anos também havia muito petróleo.

Carregar a bateria não é fácil.
Se não se tiver uma garagem, não. Entre falta de civismo e desconhecimento, a maioria dos postos de carregamento da MOBI.E servem de estacionamento a veículos de combustão. No entanto, com a renovação das infraestruturas e a consciencialização do público este é um problema com tendência a resolver-se.

O que fazer com as baterias gastas?
Quando uma bateria deixa de servir para um automóvel ainda tem muitos anos de vida pela frente. É uma forma barata de armazenar energia, com uma esperança de vida na casa dos 20 anos. Findo este prazo, pode ser reciclada.

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