RS quer implantar biometria nos táxis
A Prefeitura de Porto Alegre enviou à Câmara de Vereadores projeto que prevê a implantação da biometria nos táxis de Porto Alegre. Pela proposta do prefeito Nelson Marchezan, o taxímetro só poderá ser acionado com a digital do motorista cadastrado junto à EPTC. Atualmente, são quatro mil táxis e 10 mil motoristas. De acordo com a prefeitura, a última revisão do sistema ocorreu em 2014.
O projeto também exige a realização de exame toxicológico pelos taxistas e permissionários (responsável pelo táxi) a cada seis meses em laboratório credenciado. O objetivo é identificar se houve consumo de drogas pelos profissionais. O resultado deverá ser apresentado à EPTC.
Um outro item do projeto é a instalação de câmeras dentro dos táxis. O equipamento, no entanto, será de uso opcional, sem áudio, e o carro deve conter um aviso externo sobre o uso do dispositivo.
O que diz o Sindicato dos Taxistas
Sobre a biometria, o presidente do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi), Luiz Nozari, considera desnecessária.
— Hoje o passageiro escolhe na palma da mão quem vai ser o taxista. E mais, no nosso aplicativo, você pode “favoritar” o tipo de táxi. Isso, na verdade, não tem sentido — sustenta.
Já em relação ao exame toxicológico, Nozari avalia como positivo.
— Nós achamos que toda atitude para passar maior credibilidade, nós aprovamos. Hoje, fazemos negativas de crimes estaduais e federais. Vamos ver em que isso vai onerar a categoria — pondera.
No que diz respeito à instalação de câmeras, o presidente do Sintáxi considera indiferente.
— Somos favoráveis às câmeras. Quem quiser colocar, coloca. Mas com o aplicativo, isso já está resolvido. Autorizar podem. Obrigar é complicado — destaca.
Luiz Nozari reclama que não é recebido pelo prefeito.
— Quando ele era candidato, nos passou uma ideia muito boa. Disse que queria fazer do sistema de táxi de Porto Alegre o melhor do país. Mas quando assumiu, nunca mais nos recebeu — lamenta.
Os taxistas reclamam, principalmente, da concorrência, que consideram desleal, com os aplicativos de transporte de passageiros.