Quase 80% das rodovias federais estão “vencidas”
Na pesquisa que faz anualmente para avaliar as condições das estradas federais, a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) analisa vários elementos para cravar se um trecho é ótimo, bom, regular ou péssimo.
Um deles, e por sinal muito importante, é a geometria da via. É aí que a CNT analisa o que influencia diretamente na segurança dos motoristas, como quantidade e largura de faixas e qualidade (ou falta) dos acostamentos.
Lembrou das lições do professor sobre as leis do movimento, das aulas de tangência? Pois é: a CNT estuda todas as características do traçado. Leva em conta curvas (ou raios de curvaturas), distâncias de visibilidade, topografia, volume de tráfego etc.
Se esses quesitos não forem adotados com competência, aumentam os acidentes e a rodovia fica obsoleta mais precocemente.
E na pesquisa feita em 2016 e divulgada recentemente, a CNT constatou que esse item tem a pior performance entre todos os elementos rodoviários avaliados: 78,4% da extensão das rodovias sob gestão do governo federal apresentaram condições que comprometem o desempenho do transporte e a segurança dos condutores.