Google descarta piloto automático em carros autônomos
A Waymo, unidade do veículos autônomos da Alphabet, parou de desenvolver recursos que exigem que os motoristas assumam o controle em situações perigosas, disse o presidente-executivo da companhia nesta segunda-feira, citando que a confiança no piloto automático deixa os usuários propensos a distrações e pouco preparados para assumir o volante.
A decisão é um desdobramento de experimentos da tecnologia no Vale do Silício, que mostraram os usuários dormindo, se maquiando ou distraídos com seus celulares enquanto os veículos viajavam a velocidades que atingiam os 90 quilômetros por hora.
Outras montadoras de veículos autônomos incluem recursos de piloto automático semelhantes para a direção em rodovias, mas exigem que os motoristas assumam o volante em situações difíceis. A Waymo planejava fazer o mesmo.
“O que descobrimos foi bastante assustador”, disse Krafcik durante uma visita da mídia a uma instalação de testes da Waymo. “É difícil assumir o controle porque eles perdem a consciência do que acontece ao redor.”
Krafcik disse que depois de ver vídeos de testes realizados em 2013 a empresa decidiu que um sistema que aciona um alerta para os motoristas humanos assumirem o volante não é seguro.
Os testes filmados em 2013, com funcionários do Google dentro dos carros, não tinham sido divulgados ao público até o evento com a imprensa, disse uma porta-voz da Waymo.
A empresa decidiu focar apenas em tecnologias que não exigem intervenção humana, disse o executivo, acrescentando que a empresa está tentando identificar formas de lançar caminhões autônomos